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Grupo Escolar Maynard GomesGrupo Escolar Maynard Gomes

 

  

 

  

   

DETALHES DE NOSSA HISTÓRIA

          De acordo com a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, a partir do início de século XVII (1601), parte deste latifúndio começou a ser conhecido através de Tomé da Rocha Malheiros, que obteve uma sesmaria de 10 léguas a partir da Serra da Tabanga, ponto inicial do povoamento, até Jaciobá. Em sequência, Gaspar da Cruz Porto Carreiro, Pedro de Figueiredo e Domingos da Cruz Porto Carreiro vieram substituir Rocha Malheiros na tentativa de colonização desta zona, obtendo a sesmaria concedida por carta de 30 de agosto de 1625, de 06 léguas em quadro, porém, a partir da ponta da Serra da Tabanga, subindo o rio, até o outeiro de Jaciobá.

          Por Alvará, de 20 de março de 1665, era feita a Pedro de Abreu Lima a concessão de três léguas de terras a partir da serra da tabanga correndo para o sertão até as vizinhanças de Porto Carreiro, e 03 léguas para baixo até entestar com Paulo Antônio Freire, fato que comprovou não terem sido infrutíferos os esforços de colonização naquele momento.

          A concessão feita a Pedro de Abreu Lima teria sido um presente de sua sogra Dona Guiomar de Melo, viúva de Antônio Cardoso de Barros (filho de Cristóvão de Barros). O citado lote, ora pertencente a Pedro de Abreu, passou a ser chamado Urubu de Baixo.  

          Com a morte de sua mulher, Pedro de Abreu Lima findou distribuindo estas terras entre jesuítas, carmelitas e os filhos, “daí o reconhecimento da denominação ‘morgadio’ aplicada ao lote”. Desta partilha coube aos religiosos o domínio da ilha ‘São Franciscana de jacaré’, posteriormente reconhecida por Ilha de São Pedro, visto que o mestre-de-campo Pedro Gomes reuniu os índios Aramuru e passou a utilizá-los como combatentes na expulsão dos holandeses daquelas imediações. Como recompensa foi concedida aos índios permissão para viver nas imediações da igreja e receber os missionários.           

          Em 1672 foi fundada, pelos capuchinhos franceses, a Missão de São Pedro do Porto da Folha, que, segundo tradição oral, se achava delimitada por seis (06) demarcações com pedras fixadas pelos primeiros conquistadores espanhóis e portugueses em 1653, (FIGUEIREDO, 1981, p. 88) Sob a liderança do missionário Frei Anastácio de Audierne, o qual permaneceu por mais de seis anos naquela redução, iniciou-se a catequização indígena, Audierne também atuou entre os negros e portugueses. Em reconhecimento, a Coroa lhe concedeu uma embarcação para auxiliá-lo em seus serviços nas povoações ribeirinhas, assim Audierne começou a missionar entre os Ciacó (posteriormente conhecidos por Xocó) e os Koropotó, que constituíram a Missão de São Felix da Pacatuba a vinte léguas rio abaixo partindo da Ilha de São Pedro. Nas imediações da Ilha de São Pedro havia várzeas férteis e isso proporcionou o interesse de invasores pela região, tanto que foi constatado em 1682 um sítio no local onde hoje se situa o povoado de Ilha do Ouro, cujo fundador teria sido Gerônimo da Costa Taborda, que ali se estabeleceu com lavoura e criação de gado, mas não prosperou devido ataque de negros fugitivos, que lhe roubaram o gado e destruíram as plantações. Estes negros mais tarde foram desalojados dali pelos índios reumirins (segundo outros, romaris), tribo local subordinada a clã do famoso chefe Pindaíba, mantenedora do domínio entre a Serra da Tabanga e riacho do Tamanduá.

 

Altar da Paróquia Nossa Senhora da Conceição.Altar da Paróquia Nossa Senhora da Conceição.

 

Padre Artur Passos, conduziu a matriz de Porto da Folha entre 1929 e 1931.Padre Artur Passos, conduziu a matriz de Porto da Folha entre 1929 e 1931.