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José Gonçalves de Gouveia Lima (Zuza do Farias) - Intendente eleito (1929-1930).José Gonçalves de Gouveia Lima (Zuza do Farias) - Intendente eleito (1929-1930).

 

José Xavier de Melo (intendente (1930-1931).José Xavier de Melo (intendente (1930-1931).

 

Dr Temístocles Pereira (intendente 1931-1934).Dr Temístocles Pereira (intendente 1931-1934).

 

Francisco de Sá Cardoso (prefeito (1935-1935).Francisco de Sá Cardoso (prefeito (1935-1935).

 

José Teixeira de Souza (prefito 1936-1939).José Teixeira de Souza (prefito 1936-1939).

 

Tenente Armando Mendes (prefeito 1940-1941).Tenente Armando Mendes (prefeito 1940-1941).

 

Joaquim Gomes de Almeida (prefeito 1941-1942).Joaquim Gomes de Almeida (prefeito 1941-1942).

 

Capitão Manoel Ramos dos Santos (prefeito 1942-1944).Capitão Manoel Ramos dos Santos (prefeito 1942-1944).

 

Antônio Gonçalves Dérea (prefeito 1945-1945).Antônio Gonçalves Dérea (prefeito 1945-1945).

 

Cicero Gerônimo Poderoso (prefeito  1946-1946).Cicero Gerônimo Poderoso (prefeito 1946-1946).

 

Antônio Rito de Melo (prefeito 1946-1946).Antônio Rito de Melo (prefeito 1946-1946).

  

Lindolfo Alves de Souza (prefeito 1947-1947).Lindolfo Alves de Souza (prefeito 1947-1947).

 

 

GOVERNANTES DE SERGIPE NA ÉPOCA DA ATUAÇÃO DOS INTENDENTES:

 

Gov. Joaquim Pereira Lobo (1918-1922)Gov. Joaquim Pereira Lobo (1918-1922)

 

Gov/SE Maurício Graccho Cardoso (1922-1926).Gov/SE Maurício Graccho Cardoso (1922-1926).

 

Gov. Manoel Correia Dantas (1927-1930)Gov. Manoel Correia Dantas (1927-1930)

 

Gov. Augusto Maynard Gomes (1930-1935)Gov. Augusto Maynard Gomes (1930-1935)

 

Gov. Eronides Ferreira de Carvalho (1935-1941)Gov. Eronides Ferreira de Carvalho (1935-1941)

 

Gov. Milton Pereira de Azevedo (1941-1942)Gov. Milton Pereira de Azevedo (1941-1942)

 

Gov. Augusto Maynard Gomes (1942-1945)Gov. Augusto Maynard Gomes (1942-1945)

 

GOVERNOS DO ESTADO DE SERGIPE NA ÉPOCA DA ATUAÇÃO DOS INTENDENTES EM PORTO DA FOLHA:

 

Gov. Hunald Santaflor Cardoso (1945-1946)Gov. Hunald Santaflor Cardoso (1945-1946)

 

Gov. Antônio Freitas Brandão (1946-1947)Gov. Antônio Freitas Brandão (1946-1947)

 

Gov. Joaquim Sabino Ribeiro (1947-1947)Gov. Joaquim Sabino Ribeiro (1947-1947)

 

 

 

PRESIDENTES DA REPÚBLICA NA ÉPOCA DA ATUAÇÃO DOS INTENDENTES:

 

 

Presidente Venceslau Brás (1914-1918).Presidente Venceslau Brás (1914-1918).

  

Presidente Epitácio Pessoa (1919-1922).Presidente Epitácio Pessoa (1919-1922).

 

Artur Bernardes (1922-1926)Artur Bernardes (1922-1926)

 

Washington Luiz (1926-1930)Washington Luiz (1926-1930)

 

Getúlio Vargar (1930-1945)Getúlio Vargar (1930-1945)

 

José Linhares (1945-1946)José Linhares (1945-1946)

 

Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

 

 

 

 

Cerca de pedras na várzea da Ilha do Ouro.Cerca de pedras na várzea da Ilha do Ouro.

 

 

 

 

 

 

Rio São FranciscoRio São Francisco

 

 

Comunidade tribo Xocó,Comunidade tribo Xocó,

 

 

 

ATUAÇÃO DOS INTENDENTES

E PRIMEIROS PREFEITOS EM PORTO DA FOLHA

          

De acordo com anotações do historiador Manoel Alves de Souza, durante a primeira metade do século XX, Porto da Folha contou com os seguintes administradores:          

 

João Alves Feitosa Franco (1914-1919);

Francisco Alves da Rocha (1920-1925);

Antônio José Pereira (1926-1928);

José Gonçalves de Gouveia Lima (1929-1930) - eleito;

José Xavier de Melo (1930-1931) - nomeado;

Temístocles Pereira (1932-1935) - nomeado;

Francisco de Sá Cardoso (1935-1936) - nomeado;

José Teixeira de Souza (1936-1939) - eleito;

Manoel Ananias dos Santos (1939-1940) - nomeado;

Armando Mendes (1940-1941) - nomeado;

Joaquim Gomes de Almeida (1941-1942) – nomeado;

Manoel Ramos dos Santos (1942-1945) - nomeado;

Antônio Gonçalves Dória (1945-1946) – nomeado;

Cícero Gerônimo Poderoso (1946-1946) - nomeado;

Antônio Rito de Melo (1946-1946) – nomeado;

Lindolfo Alves de Souza (1946-1947) – nomeado;

 

           “Segundo outras informações colhidas em Porto da Folha, houve a passagem do Cap. Manoel Gitirana de Santana e Antônio Machado na intendência local, porém não obtive informação que comprove datas das ocorrências”.

          A respeito destes administradores, pessoas de distintas gerações afirmaram que o Capitão Manoel Gitirana de Santana teria vindo a Porto da Folha com a finalidade de favorecer aos interesses dos Brito na elaboração do documento denominado “Contrato do Belém”, que retirou dos índios o domínio daquelas terras.

           

João Alves Feitosa Franco - Entre 1914 e 1919 a administração municipal esteve a cargo do intendente Sr. João Alves Feitosa Franco e Antônio José de Sá Gouveia no cargo de presidente da câmara. (maiores detalhes vide página 30).

 

Francisco Alves da Rocha Entre 1920 a 1925 a administração municipal portofolhense esteve a cargo do intendente Francisco Alves da Rocha. (maiores detalhes vide página 34).

 

Antônio José Pereira – De 1926 a 1928 a administração municipal esteve a cargo do intendente Antônio José Pereira; secretário: Francisco Alves Feitosa Franco. Membros do Conselho municipal: Antônio José de Sá Gouveia, Domingos da Silva Lima, João Vieira de Brito, José Vieira da Costa, José Pedro de Sá e Tibúrcio Lúcio Poderoso. Procurador: Alexandre Moreira de Souza. Fiscais: Ernesto Gonçalves da Silva e João Gonçalves Lima Sobrinho. Coletor Federal: Cassimiro Delgado Torres. Escrivão: José Bezerra de Almeida. Fiscal do imposto de consumo: Belarmino Tavares. (maiores detalhes na página 37).

         

José Gonçalves de Gouveia Lima, na avaliação do historiador Manoel Alves de Souza, foi homem de grande prestígio em Porto da Folha. Zuza do Farias, como era popularmente chamado, teve fundamental importância na política local. Na verdade um vulto portofolhense, ilustre por seus feitos e dedicação a esta terra. Zuza do Farias foi eleito intendente e conduziu o município entre janeiro/1929 e novembro/1930, ocasião das diversas substituições na governança de Sergipe. Neste período Zuza tomou a iniciativa de instalar um barracão para abrigar os feirantes na sede portofolhense. Em sequência teve seu mandato suspenso pelo movimento revolucionário de 1930.

 

José Xavier de Melo, conhecido na região pela alcunha ‘Ioiozinho Xavier’, assumiu a prefeitura de Porto da Folha em novembro de 1930 na condição de intendente nomeado por José de Calazans. A gestão de Ioiozinho durou aproximadamente 06 meses, e terminou em julho de 1931 quando foi empossado o Dr. Temístocles Pereira.

 

Temístocles Pereira - na mesma condição de intendente, nomeado por Augusto Maynard Gomes, conduziu a prefeitura entre 1932 e 1935. Notado como intelectual em suas convicções, Temístocles se tornou benquisto ao sugerir o aproveitamento das águas da grota que desce da serra da cordilheira da lagoa comprida, construindo naquela ocasião o famoso o tanque novo. Tal benfeitoria veio de encontro ao anseio dos residentes da época, pois ali havia água cristalina doce, totalmente apropriada para o consumo, isto antes do desmatamento parcial da serra nos anos subsequentes.

 

 

          Pelas divisões administrativas de 1911 e 1933, o município de Porto da Folha consta como distrito único e termo judiciário da Comarca de Propriá.

    

Francisco de Sá Cardoso - nomeado prefeito de Porto da Folha pelo eleito governador Eronides de Carvalho; administrou o município entre abril e dezembro de 1935. Nenhuma obra ou benfeitoria foi verificada neste período.

          Fato importante ocorreu em maio de 1935 em Sergipe, a instalação da Assembleia Constituinte Legislativa, fruto da eleição do ano anterior, que elegeu como presidente o Dr. Eronides Ferreira de Carvalho, sendo Maynard Gomes derrotado por votação.

 

José Teixeira de Souza - através de votação elegeu-se prefeito de Porto da Folha em outubro de 1935, cujo mandato se deu entre 1936 e 1939. A partir de 1937, em consequência do golpe de Estado ou implantação do Estado Novo, o Dr. Eronides Ferreira de Carvalho, mesmo estando no cargo, foi nomeado a permanecer no governo de Sergipe através de intervenção armada. Neste ano de 1937 concretizou-se no Brasil o Golpe de Estado, que fechou o Congresso, cancelou eleições e manteve Vargas no poder, neutralizando em definitivo o movimento conhecido por Intentona Comunista de 35, liderada pelo capitão do Exército Luiz Carlos Prestes (principal líder tenentista convertido ao comunismo).

          Em 1938, Porto da Folha passou a contar com dois distritos: o da Sede municipal e o de Curituba, continuando seu termo judiciário anexo à comarca de Propriá. Neste período, sob a coordenação de José Teixeira de Souza foi construído e inaugurado o primeiro mercado municipal de carnes, com a descritiva “talho de carne verde” acima da porta de entrada principal. O conselho de vereadores na ocasião foi formado por Francisco Alves da Silva (presidente), e os vereadores Manoel Pereira Valença e Januário Alves Lima.     

          

O tenente da PMSE, Manoel Ananias dos Santos, em sua gestão como prefeito, nomeado por solicitação do governador Eronides de Carvalho, conduziu Porto da Folha entre 1939 e 1040, concluindo neste período a instalação do antigo mercado municipal (mercado da farinha) no espaço onde atualmente se acha a Praça Manoel Caio Feitosa. Em 1939, na fase de Manoel Ananias, teve início a Segunda Guerra Mundial, conflito que envolveu a maioria das nações do mundo e teve uma duração aproximada de seis anos.

 

O tenente Armando Mendes, nomeado em comissão prefeito de Porto da Folha, por requisição do interventor Eronides de Carvalho, gerenciou o município durante cerca de oito meses entre 1940 e 1941. Consta que Armando Mendes se empenhou na edificação de um novo quartel de polícia, cuja obra adiante foi modificada por seu substituto. Em 01/06/1941 Milton Pereira de Azevedo, na condição de interventor, assume a governança de Sergipe.

         

Joaquim Gomes de Almeida, do povoado Ilha do Ouro, assumiu a prefeitura de Porto da Folha em julho de 1941 através de indicação do recente interventor Milton Pereira de Azevedo.

          Segundo informações do historiador Manoel Alves de Souza, em seu livro “Porto da Folha na Revolução de 1930”, o prefeito Joaquim Gomes de Almeida, a princípio não foi muito aceito pela comunidade, entretanto firmou-se na história em face de ter optado pela interrupção do projeto de seu antecessor Armando Mendes, onde o prédio que seria um quartel de polícia passou a ser construído de forma diferente, vindo a se transformar em escola, talvez a mais famosa que temos atualmente em Porto da Folha. A unidade escolar sugerida pelo gestor foi inaugurada 1942 com a denominação “Escolas Reunidas Cel. Maynard Gomes”, coincidindo o fato com o retorno de Augusto Maynard Gomes ao governo de Sergipe.

 

Manoel Ramos dos Santos, Capitão da PM, nomeado prefeito pelo interventor Augusto Maynard Gomes, se manteve como chefe do executivo local entre 1942 e 1945, porém não se têm notícia de que tenha executado alguma obra ou benfeitoria no ambiente, a não ser sua influência na aquisição das terras do Araticum pelo governo do Estado, cujo lote adiante foi fatiado entre posseiros. 

                            

          Na condição de Interventor Federal em Sergipe, Augusto Maynard Gomes foi visto como um dos mais fiéis ao regime militar. Governou o estado entre 16/11/1930 e 28 de março de 1935, momento que transferiu o cargo para Aristides Napoleão de Carvalho, que ficou apenas três dias no poder, sendo substituído em 02/03/1935 pelo recém-eleito Dr. Eronides de Carvalho.

          Em 1941, o interventor Eronides de Carvalho foi substituído pelo Capitão Milton Pereira de Azevedo, igualmente nomeado por Getúlio Vargas.  Em 27 de março de 1942, Augusto Maynard Gomes retorna ao governo, sendo mais uma vez nomeado por Getúlio Vargas.     

          Pelo decreto da Lei Estadual número 533, de 07 de dezembro de 1944, Porto da Folha segue com seus dois distritos de paz, porém, seu termo judiciário retorna à comarca de Gararu.

        

Antônio Gonçalves Dória, através da recente nomeação feita por Augusto Maynard Gomes, assumiu a prefeitura de Porto da Folha em fevereiro de 1945 em substituição a Manoel Ramos dos Santos. No decurso desta gestão como prefeito nomeado, teve início a construção da rodagem ligando Porto da Folha a Aquidabã passando por Gararu, que em atenção aos sertanejos. O interventor Maynard Gomes acatou como prioritária a iniciativa de Totoínho Dória.

          No decurso de 1945 chegou ao fim a Segunda Guerra Mundial, o mais sangrento de todos os conflitos, cuja letalidade deixou um saldo aproximado de 70 milhões de mortes.

          Em 27 de outubro de 1945, em Sergipe, Maynard Gomes foi afastado do poder, passando o cargo para Francisco Leite Neto permanecer até a posse do interventor federal DesembargadorHunald Santaflor Cardoso, em 05/11/1945. A agitação tomou conta de Sergipe neste final de ano devido ao surgimento de diversos problemas, dentre eles a destituição do Presidente Getúlio Vargas (1930-1945). Após esta ocorrência, José Linhares presidiu a República durante apenas 03 meses do ano de 1946, entre a queda de Getúlio e a eleição de Eurico Gaspar Dutra. Linhares ficou conhecido por colocar muitas pessoas de sua família no governo.        

         

          Em 31 de março de 1946, Antônio de Freitas Brandão assume o cargo de novo interventor federal em Sergipe.            

 

Cícero Gerônimo Poderoso, nomeado por Antônio de Freitas Brandão, assumiu a prefeitura de Porto da Folha em abril de 1946 em substituição ao prefeito Totoínho Dória. Consta que na curta gestão de Cícero Poderoso houve inovação da iluminação pública com lampiões de melhor qualidade.

          É importante observar que nesta época não havia sequer iluminação à motor, e o povo já cobrava dos governantes a instalação de um gerador elétrico. A gestão de Cícero Poderoso ‘Cícero Gabino’ durou apenas cinco meses.

 

Antônio Rito de Melo, igualmente nomeado pelo interventor Antônio de Freitas Brandão, assumiu a prefeitura de Porto da Folha em setembro de 1946 em substituição a Cícero Gerônimo Poderoso. O ano de 1946 foi bastante agitado em Sergipe devido à promulgação da Nova Constituição Federal, que veio de encontro ao anseio do povo quanto às mudanças essenciais e necessárias na política.

           JoaquimSabino RibeiroChaves, Presidente do Conselho Administrativo do Estado, assumiu o governo de Sergipe em 30 de janeiro de 1947 substituindo Antônio de Freitas Brandão. Sabino Ribeiro permaneceu no poder durante dois meses, momento que foi empossado, em 29 de março de 1947, o governador José Rollemberg Leite

 

Lindolfo Alves de Souza assumiu a prefeitura de Porto da Folha em 11 de abril de 1947, nomeado pelo recém-eleito governador José Rollemberg, em substituição a Antônio Rito de Melo. A gestão de Lindolfo Alves de Souza é bastante significativa, sobretudo porque demarca o momento da grande mudança política vivenciada pelos portofolhenses naquela ocasião.

  

          O ano de 1946 trouxe grande transformação para o País. No lugar de Getúlio Vargas, tomou posse Eurico Gaspar Dutra(1946-1951) na presidência da república. Dutra elegeu-se presidente no dia 02 de dezembro de 1945 pelo PSD, em coligação com o PTB, cuja posse se deu em 31 de janeiro de 1946. A partir deste acontecimento histórico, teve início a série de inovações também em Sergipe, momento que Porto da Folha vivenciava a fase final dos Intendentes.

 

          Finalmente é chegado o momento de adaptação ao novo regime político, pelo qual o povo é quem escolhe através do voto seus representantes. Finalmente as eleições em Sergipe e demais estados da federação são confirmadas para o dia 19 janeiro de 1947, exceto nas capitais e áreas de segurança.

          Em Porto da Folha, quatro candidatos já se preparavam para a disputa do executivo local: Manoel de Souza Lima (Manezinho delegado) representando o PR; Antônio Gonçalves Dória (PSD); Cícero Gerônimo Poderoso (Cícero Gabino) pela UDN, e Francisco Alves Feitosa (Sinhozinho Bahia) representando o PTB.

          Tanto em Porto da Folha quanto nas demais cidades sergipanas o povo aguardava com ansiedade o momento das eleições.    

          Desde o princípio de sua evolução o povo buraqueiro carregou consigo o anseio de liberdade plena na escolha de seus governantes. A política desembaraçada é aceita por todos deste convívio como fundamental suporte para a solução dos problemas. Está na alma de cada buraqueiro o espírito político, sempre foi assim e será assim no futuro.

          Imaginemos naqueles idos, uma eleição geral deste porte, após o conturbado período interventivo! Seria mesmo uma bênção divina. 

 

por Joaquim Santana Neto