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Pedro MarotoPedro Maroto

Pedro Alves da Rocha

Pracinha Brasileiro

 

          Pedro Alves da Rocha, natural de Porto da Folha, nascido aos 05/12/1922, filho de Francisco Alves da Rocha e Clara Maria da Rocha. Na condição de membro do Exército Brasileiro foi convocado e no dia 05/11/1943 se apresentou no Quartel do 28º BC em Aracaju, dois dias depois esteve recebendo em Salvador as primeiras instruções militares, a seguir foi deslocado para o Rio de Janeiro de onde seguiu de navio para a Itália no segundo grupo da FEB a fim de lutar na Segunda Guerra Mundial.

          Com a identificação 6G27599, conforme certificado expedido pelo Ministério da Guerra em 18/08/1945, o soldado Pedro Alves da Rocha serviu no Teatro de Operações da Itália no período de 23/XI/1944 a 12/XII/1945 incorporado ao 6º Regimento de Infantaria, tendo sido licenciado a Serviço Ativo no dia 18/08/1945 ingressando na Reserva do Exército nacional.

          Dentre as batalhas que participou o 6º Regimento de Infantaria teve vital importância na que levou FORNOVO à rendição em 28/04/1945, quando foram aprisionados dois generais alemães com uma divisão inteira. O 6º Regimento de Infantaria também foi vitorioso na batalha de Santa Maria Villiana em 04/03/1945; Castelnuovo – Soprasasso em 05/03/1945; Montebulfone – Montgello, Rocca, Coliccio e Fornovo, todas em abril/1945.

         Assim como este bravo Pracinha brasileiro, havia outros dois portofolhenses: Manoel Teodoro dos Santos, do povoado Mocambo, soldado do 6º Regimento de Infantaria com a identificação 1G305094 (conforme pesquisa de Bonifácio Alves da Rocha) e Luiz Rodrigues da Silva, também do 6º Regimento de Infantaria com a identificação 6G2113.

          Ao retornar à Porto da Folha, o combatente Pedro Alves da Rocha passa a ser, para os curiosos, o mais fiel informante dos detalhes da guerra. Diante do acolhimento dos conterrâneos, o bravo combatente recupera sua vida normal ocupando-se na agricultura e criação de bovinos em sua propriedade nas imediações do bairro Lagoa Salgada.

          Em reconhecimento a obrigação patriótica deste soldado, o seu nome foi dado a uma rua da sede portofolhense: Rua Ex-combatente Pedro Alves da Rocha. Tanto este quanto os demais combatentes portofolhenses, na Segunda Guerra Mundial, são considerados Notáveis cidadãos desta terra.

  

 

Resumo transcrito do Livro 'Porto da Folha - Fragmentos da História e Esboços Biográrficos' de Manoel Alves de Souza, por JSN.

 

 

 

 

 

 

 

Porto da Folha - vista aérea.Porto da Folha - vista aérea.

  

Cine Teatro Santo AntônioCine Teatro Santo Antônio

   

 

 

 

 

 

 

 

Manezinho DelegadoManezinho Delegado

Manoel de Souza Lima

(Exator, Vereador e vice-prefeito)         

          Manoel de Souza Lima, conhecido pela alcunha ‘Manezinho Delegado’, nasceu em Porto da Folha aos 18/10/1910, filho de Pedro de Souza Rito e Josefa Maria dos Prazeres.  Sua magnitude de cidadão portofolhense foi reconhecida pela comunidade local quando ainda era muito jovem, tendo como destaque a retidão de seus atos. Demonstrou em todos os mementos da juventude ser um homem correto e dotado de inteligência, tanto quanto seu irmão (Padre Lima), 10 anos mais velho.

        Manoel de Souza Lima concluiu o curso primário na terra natal e ensino médio em Aracaju, posteriormente contraiu matrimônio com Estefânia Poderoso, filha de pessoas influentes da localidade na ocasião.

        Em sua juventude foi qualificado por Dr. Luiz Loureiro Tavares como pessoa portadora de grande talento, capaz de exercer cargo de confiança em qualquer cidade sergipana. O incentivo dos Tavares foi crucial para a elevação do prestígio de Manezinho ante os conterrâneos, tanto é que em 1935, com 25 anos de idade, foi nomeado para assumir a delegacia de local, mas permaneceu por pouco tempo. Na gestão do prefeito Manoel Ananias dos Santos em 1939, Manezinho foi novamente escolhido para assumir a Delegacia de Porto da Folha. A partir deste ponto passou a ser conhecido pela alcunha “Manezinho Delegado”, mas ele não possuía apenas a essência de homem da lei, era também um líder político de grande aceitação. Logo após a derrota com uma diferença de apenas 13 votos para o vitorioso “Totoínho Dória” na primeira eleição constitucional para prefeito de Porto da Folha em 1947, Manezinho manteve intacta sua popularidade, sobretudo porque a maioria dos portofolhenses achou que houve erro na contagem dos votos em Gararu. Em sequência, na eleição complementar de janeiro de 1951, Manezinho foi eleito vereador e reeleito no pleito seguinte em outubro de 1954. 

        Levando em conta sua competência no desempenho do cargo de delegado e vereador atuante, findou conquistando emprego de boa remuneração na Exatoria local; neste setor chegou a assumir o cargo de chefe.  

        Quando nos referimos à diversão e lazer em Porto da Folha! Lembramos de Manezinho Delegado, que teve fundamental importância nesta área, principalmente quando se destacou como membro fundador da Banda de música conhecida por “Filarmônica de Porto da Folha”, tendo, inclusive, adquirido instrumentos novos em São Paulo para enaltecer a referida.

        Manezinho Delegado foi quem implantou o primeiro cinema em Porto da Folha com a denominação “Cine Teatro Santo Antônio”, inaugurado logo após o funcionamento do gerador de eletricidade à motor, instalado na gestão do prefeito Totoínho Dória; portanto, nada mais justo que conceder a ele o título de precursor da diversão e lazer em Porto da Folha.

        Após se aposentar como exator, Manezinho marcou nova presença na política local elegendo-se vice-prefeito em 1970 pela (Arena), na chapa de Antônio Pereira Feitosa.

Manoel de Souza Lima também foi visto como homem de razoável condição financeira devido possuir, na maturidade, alguns imóveis em Porto da Folha, duas casas em Aracaju, uma propriedade no loteamento denominado “Quiribas” e outra no Picui; conquistas que comprovam seu esforço e dedicação ao trabalho.

        Manezinho Delegado, pessoa portadora de grande caráter, em seu único matrimônio com dona Estefânia Poderoso não existiu geração de filho, mas o casal adotou Francisco Rodrigues da Silva (Parrudo) e em seguida Cleonice Santos, mais adiante adotou também Carlos Roberto da Silva (Robertinho de Parrudo). Além destas, ele e sua esposa tiveram cerca de 200 afilhados na região. Entristecido com a morte de dona Ester na década de 90 e com sério problema na visão, o idoso passou a ser assistido gentilmente pelos filhos adotivos, uma senhora de nome Rosa e Gilson Santana, vindo a falecer com 101 anos de idade em 08/03/2012.

        Por sua luta em prol da comunidade e outros feitos que contribuíram para o enaltecimento de sua conduta, Manoel de Souza Lima é considerado notável cidadão portofolhense.  

por Joaquim Santana Neto