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LINDA FRANÇA

 

     A povoação da Linda França é uma das mais jovens e menores, está localizada nas proximidades da divisa dos territórios de Porto da Folha e Poço Redondo; possui área plana e solo fértil, portanto, plenamente passível de desenvolvimento.         

     Segundo informações do historiador Antônio Carlos Pereira, tudo começou em 1917 quando a denominação Linda França foi dada a fazenda formada pelo posseiro José Alves de Souza Campos, que em 1936 passou as terras para os filhos; estes permaneceram na propriedade durante vários anos. João Alves de Campos e Luiz José de Campos firmaram-se ali com suas famílias, ambos desempenhando importante papel na comunidade.

     Em 1973 surgiram novos moradores como Antônio Galvão, José Matos e Maria Alves Moreira, conhecida por “Elenilda”, que cumpriu com dignidade a tarefa de ensinar aos jovens a ler e escrever, contribuindo assim para um resultado satisfatório no combate ao analfabetismo da época.

  

     O censo do ano 2000 apontou neste povoado uma população de 692 habitantes e 235 casas.

      Afixada num dos pontos de intensa beleza do sertão, Linda França é digna do nome que possui, sobretudo por compartilhar da bacia leiteira sergipana e estar no trecho de razoável altitude, onde o clima é fresco e saudável; também possui solo ideal para o cultivo do milho e feijão. Em 2014, ano de fechamento deste relato, já se nota sinais de desenvolvimento, a exemplo da sua principal avenida calçada com paralelepípedos, 01 quadra de esportes, praça pública e unidade de ensino funcionando corretamente.  Não há dúvida de ser este um povoado carente de atenção especial do governo, somente assim poderá desenvolver seu potencial. Infelizmente a pavimentação da principal via de acesso, passando por Lagoa da Volta, continua pendente, porém já existe projeto caminhando nesta direção. Pessoas como o vereador Demar e Zé Carlos cantor, têm se empenhado bastante na busca deste objetivo.

 

UMBUZEIRO DO MATUTO

 

          A citada povoação surgiu por volta de 1970, quando um grupo de pessoas chegou ali para explorar madeira e couro de animais. Por serem simples e tímidos, foram chamados de “matutos” por quem já residia na fazenda conhecida por Casulo de Mateus.

 


          Conforme notificação do pesquisador e historiador Antônio Carlos Pereira, em seu livro “Porto da Folha - Terra de Buraqueiros" estes ocupantes vieram do Estado de Alagoas e, a princípio, se arrancharam embaixo dum pé de umbuzeiro. Através do arvoredo teve origem o nome da povoação. Umbuzeiro do Matuto está localizado no limite das terras de Porto da Folha e Poço Redondo. O senso do ano 2000 apontou ali uma população de 1054 habitantes e 241 moradias. A principal fonte de subsistência da comunidade é a agropecuária. 

 

ILHA DE SÃO PEDRO 

          Dentre as nove povoações de Porto da Folha, Ilha de São Pedro é a mais antiga. Ali entrou em atividade a primeira sede do município com o orago Freguesia de São Pedro do Porto da Folha.

 

Ilha de São PedroIlha de São Pedro

          No final do século XVIII a tribo xocó, remanescente de vários outros grupos indígenas, possuía cerca de 300 famílias vivendo do artesanato, caça, pesca e do cultivo da mandioca. Influenciados pelos costumes europeus implantados pelos invasores, incluindo sacerdotes capuchinhos e jesuítas ministrando o catolicismo como principal religião, os índios findaram perdendo parte de sua cultura, principalmente na fase que foram expulsos de suas terras pelos grileiros. A posse ilegal das terras por fazendeiros motivou a fuga de boa parte dos Xocó para Alagoas, especialmente os que viviam na Caiçara; contudo, cerca de oito famílias resistiram às pressões permanecendo na Ilha de São Pedro. A enfraquecida tribo passou por grande privação até o reconhecimento dos seus direitos pela Justiça.  Apoiados pela tribo Kiriri, de Colégio/AL, os desertores Xocó conseguiram em 1978 recuperar sua identidade e o direito de reaver parcialmente suas terras. A partir daí a tribo se organizou a ponto de resgatar e manter costumes importantes como o toré (ritual sagrado realizado afastado da aldeia com dança, indumentária típica e bebida de jurema); embora alguns tenham adotado o catolicismo como principal religião, toda vez que acontece missa na localidade os índios dançam o toré nas imediações da matriz.


Tribo XocóTribo Xocó

          Na década de 90 a Ilha de São Pedro foi reconhecida como reserva indígena dos xocó, porém a luta pela recuperação integral da fazenda Caiçara, ainda ocupada por fazendeiros, continua. No ano 2005 a Ilha de São Pedro contava com um aglomerado de 59 casas e cerca de 250 índios sobrevivendo da pecuária, pesca, cerâmica e do cultivo de gêneros alimentícios.