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LAGOA DA VOLTA 

      Lagoa da Volta, com seus 2135 habitantes e 779 casas, no ano 2000 se apresenta como povoação mais populosa do território portofolhense depois da sede. Pode-se dizer que Lagoa da Volta é quem decide no voto qual político vai governar o município. A povoação está localizada a 18 km da Sede sentido oeste. 

 


       A origem de sua denominação é polêmica; uns afirmam que o nome surgiu em decorrência de uma lagoa curvilínea que havia ao lado do minúsculo foco habitacional em formação, cuja lagoa dificilmente acumulava água. Já outros têm opinião contrária: alegam que o nome foi dado anteriormente à propriedade do Sr. José de Sá, que fica a 1,5 km dali.

      Independente de qualquer afirmativa, quem construiu a primeira casa do aglomerado foi o Sr. Manoel Alves Cardoso (Manezinho de Teotônio) na década de 1940. 

 

 

      Embora ausente de atenção do governo no que se refere ao asfaltamento de sua principal via de acesso em 2015, o povoado vem mantendo uma urbanização tranquila, sobretudo por se achar em área quase plana e também compartilhar da bacia leiteira. A falta de manutenção na rodovia que liga Porto da Folha a Poço Redondo, passando por Lagoa da Volta e Linda França, vem causando desanimando os moradores, que já planejam desanexar o povoado do domínio portofolhense na expectativa de obter melhor atenção do governo estadual. Este fato não surpreende, pois o povoado já possui capacitação necessária para promover sua autonomia. Lagoa da Volta conta com clima invejável e solo fértil.  Na fase de inverno chuvoso se apresenta como grande produtor de feijão. Neste parâmetro, o povoado galga do essencial para um crescimento livre. Quem perderá grande fatia do seu território é Porto da Folha caso a emancipação deste se confirme. A comunidade não se opõe a isso. 

 

 

LAGOA REDONDA

              No topo do alto sertão sergipano, quase na divisa de Porto da Folha e Monte Alegre, situa-se Lagoa Redonda, uma das mais jovens povoações do município. Ali a primeira morada foi construída em 1952 pelo Sr. Joaquim Marques da Silva nas imediações duma pequena lagoa de sua propriedade. Pouco depois foi verificada a ascensão do minúsculo vilarejo denominado “Lajedo Formoso”. Não tardou para que o proprietário concedesse aos moradores o direito de posse daquelas terras.  

     Dessa forma o aglomerado foi se expandindo gradativamente, até que em 1965 constatou-se um número aproximado de 180 pessoas sobrevivendo majoritariamente da pecuária, principal fonte de renda na localidade.  

     A denominação “Lagoa Redonda” surgiu dos próprios moradores em forma de homenagem.

     No ano 2000, o povoado contava com 1433 habitantes e 623 residências, ocupando a segunda posição em número de habitantes entre as povoações de Porto da Folha, perdendo apenas para Lagoa da Volta.

     A rápida ascensão de Lagoa Redonda deve-se, principalmente, ao fato de se achar anexa à bacia leiteira estadual e num dos pontos de maior altitude do sertão sergipano, fazendo parte também da área produtora de feijão.     

     O clima saudável do povoado facilita a adaptação de quem decidir investir no setor de laticínio ou agronegócio. Lagoa Redonda também dispõe da vantagem de se achar nas proximidades de Monte Alegre de Sergipe, cidade que ultimamente vem se destacando no desenvolvimento comercial. Lagoa Redonda foi o primeiro povoado a usufruir de uma quadra multiesportiva e clínica da família. Com justa razão em 2015 a povoação, assim como Lagoa da Volta, se acha habilitada para sua emancipação na próxima década.  

 Comunidade Linda Flor 

          A comunidade Linda Flor é vista como uma das mais recentes povoações do território portofolhense. O senso do ano 2000 constatou na localidade 782 habitantes e um total aproximado de 270 casas espalhadas. Neste ano Linda Flor ainda não era reconhecida como povoado propriamente dito, mas caminha nesta direção, visto que possui potencial na área da agricultura e pecuária.

       Além da comunidade Linda Flor, outras dezenas de núcleos habitacionais vem surgindo no território portofolhense, tais aglomerações tendem adiante se transformar em povoações. 

 Com 877 km² em 2015, o município de Porto da Folha ocupa a 5º lugar em extensão territorial e o 17º lugar em número de habitantes no Estado de Sergipe.    

        Em busca de melhor condição de vida, o povo de Porto da Folha segue enfrentando as dificuldades que se apresentam nas ocasiões da seca. A maioria destes sertanejos jamais pensou em abandonar seu convívio. Entristece diante de fase ruim e dificultosa, mas se enche de alegria quando o inverno se apresenta com chuva regular. 

        Os habitantes da sede e povoações constituem a essência do município, a qual se transforma em dádiva que se deve amar e respeitar eternamente. Enaltecer o semelhante, considerando-o como se fosse seu próprio irmão é um dos lemas adotados pela maioria destes sertanejos.  

LAGOA DO RANCHO  

 

          Lagoa do Rancho é a terceira povoação mais populosa e está localizada num dos pontos de altitude do sertão sergipano, também possui solo fértil e clima fresco.

          Distante 18 km da cidade de Porto da Folha, Lagoa do Rancho se destaca como povoado organizado em urbanização. Sua origem, na visão do historiador Antônio Carlos Pereira, é bastante engraçada:

          Os comerciantes, viajantes que vinham a Porto da Folha vender seus produtos, passavam por uma estrada em frente a uma casa na beira de uma lagoa, terras do Sr. João Quenquém (pai do Padre Lima). Nas cansativas viagens em carro de boi ou lombo de animais, se aproximavam da referida casa e pediam abrigo ao morador chamado Graciliano, que os atendia com total hospitalidade. Na sequência destas viagens, os comerciantes conversavam interagindo uns aos outros: Onde vamos parar pra descansar ou mesmo dormir? No rancho da lagoa! A resposta era sempre a mesma. Daí o local ficou conhecido como Rancho da Lagoa, posteriormente: Lagoa do Rancho.  

 

Paróquia da Lagoa do RanchoParóquia da Lagoa do Rancho 

          Na década de 1930 ficou constatada a existência de outras casas e novos moradores, inclusive o Sr. Manoel Alves da Silva (Manoel Corcunda).

          Certo dia um viajante baiano, conhecido por João Américo, de Geremoabo e radicado em Carira, ao passar pelo local e observar certa quantidade de casas, convidou o Sr. Manoel Corcunda para juntos iniciarem uma feira. Pouco a pouco a feira foi se tornando importante para a formação e desenvolvimento do povoado já conhecido por Lagoa do Rancho.

 

Via principalVia principal

         

          Entre os cidadãos que contribuíram para o engrandecimento desta localidade estão: Manoel Alves da Silva, Maria Clemência, Maria Chagas, Manoel Bolachão, Antônio Loureiro Feitosa, João Aragão, professora Maria da Graça Santos, Solano Loureiro, Dominguinhos, Francisco Bolachão, professora Ivete e outros.

          Atualmente Lagoa do Rancho é servida pela rodovia Pedro Barreto, construída e inaugurada na administração do governador João Alves Filho e do prefeito Antônio Loureiro Feitosa. A povoação no ano 2000 contava com 1144 habitantes e 419 residências, tendo como principal fonte de renda a agropecuária, visto que também se destaca na produção de leite e derivados; também se acha no bojo da bacia leiteira do sertão sergipano.