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Povoado MocamboPovoado Mocambo

 MOCAMBO

 

       Situado na margem direita do rio São Francisco, e à cerca de 20 km rio acima partindo de Ilha do Ouro, encontra-se o povoado do Mocambo com uma população aproximada de 413 habitantes verificada no ano 2000. 

       Apesar de ser o quarto núcleo mais antigo, Mocambo não se desenvolveu na mesma proporção das demais povoações de Porto da Folha.

       Em 1950 a população do Mocambo, predominantemente da raça negra, continuava sobrevivendo da pesca, lavoura e criação de 

Em 2009, Mocambo foi oficialmente reconhecida pela Fundação Cultural dos Palmares como primeira comunidade remanescente de quilombo em solo sergipano, no entanto ainda compartilha da área onde se concentra conflitos pela posse das terras, onde a resistência dos habitantes se distingue como ponto principal de suas conquistas. Atualmente essas questões caminham para uma solução capaz de garantir aos quilombolas o que de direito lhes pertence, garantindo indenização aos herdeiros de quem adquiriu lote por meio de documento legal, a exemplo de Darcy Cardoso de Souza, originário da própria comunidade, que prosperou como comerciante em Propriá e investiu legalmente em terras no Mocambo, e seus herdeiros foram prejudicados pelo confisco ou ordem de desocupação.        

           Fazendeiros, tanto de Sergipe quanto de Alagoas, compraram terras legalmente e gerenciaram durante décadas, finalmente sem entender caíram na mesma enroscada, Esta é uma questão polêmica que deve ser resolvida sem menosprezar a razão.  

        A questão da posse das terras promoveu vários embaraços deste tipo no baixo São Francisco, mas, no caso do Mocambo, somente trará resultado satisfatório tão logo aconteça a concessão definitiva aos quilombolas; tal equilíbrio elevará a região de Porto da Folha, que, com três distintos pólos de atração turística, terá enfim mais atenção do governo. 

 

   

Mocambo Mocambo

  

 

NITERÓI

 

         Situado na margem direita do rio São Francisco, à cerca de 6 km do Mocambo - rio acima, está o povoado Niterói, quase no limite entre Porto da Folha e Poço Redondo. Niterói se destaca como Posto de Fiscalização Estadual na divisa do sertão de Sergipe e Alagoas, tendo a sua frente, à margem esquerda do rio, a bela cidade de Pão de Açúcar.

         A população de Niterói em 2004 era de 395 habitantes vivendo da agropecuária, pesca e comércio.

 

Povoado NiteróiPovoado Niterói


         Na posição de segundo menor povoado de Porto da Folha, Niterói também é o mais afastado. Seus habitantes têm o privilégio de residir à apenas 1 km de Pão de Açúcar/AL, cuja travessia é feita por meio de embarcação. Diz-se que se não fosse o rio, Niterói seria um bairro de Pão de Açúcar.

         

          Antes da inauguração da ponte de Própria à Colégio, o movimento comercial em Niterói era intenso devido à supremacia do transporte aquático, imbatível no deslocamento de pessoas e cereais. Houve época que Pão de Açúcar chegou a ocupar a terceira posição no comércio do baixo São Francisco, perdendo apenas para Própria e Penedo.

          Durante décadas os habitantes do sertão sergipano utilizaram o hospital de Pão de Açúcar para curar de suas enfermidades, ali havia melhor estrutura no atendimento. O progresso do transporte terrestre e a redução da vazão do rio findaram aniquilando o transporte aquático neste setor, reduzindo com isso o movimento comercial de Penedo, Propriá e Pão de Açúcar, com tal modificação os moradores de Niterói também ficaram prejudicados. Comparando sua evolução com a de outros povoados de Porto da Folha, Niterói em 2014 era quase a mesma de 50 anos atrás; todavia houve modernização de sua principal avenida, calçamento de algumas ruas e implantação de escola. Somente na última gestão de Manoel de Rosinha, com empenho do governador Marcelo Déda, se conseguiu a pavimentação da rodovia entre Niterói e Vaca Serrada, deixando o povoado numa posição mais confortável.   

 

 

 

 

 

Ilha do OuroIlha do Ouro

 ILHA DO OURO 

          Ilha do Ouro em 2005 mantinha 217 casas e 740 habitantes. A referida povoação está situada na orla do São Francisco, à cerca de 5 km da sede. A beleza natural que a envolve lhe concede o título de Oasis portofolhense, sobretudo por ser o principal ponto turístico do município. A essência desta maravilha está no visual panorâmico e banho de água doce. Quem visita a Ilha do Ouro dificilmente deixa de saborear seu prato típico: pirão de peixe com camarão ou pitu. A denominação “Ilha do Ouro” tem um significado contraditório porque não se trata de uma ilha, tampouco foi constatada a existência de ouro nas imediações. O nome “Ilha do Ouro” foi introduzido em louvor ao dourado arrozal que cercava parcialmente a povoação em época de colheita quando o rio mantinha enchentes pontuais. Os cachos do arrozal eram da cor do ouro. 

  Ilha do OuroIlha do Ouro

           Em determinada fase do ano é digno de apreço o nível de água concentrado nesta parte que separa Sergipe de Alagoas. Do lado de Sergipe se acha a Ilha do Ouro, e de Alagoas a povoação Ipanema (município de Belo Monte).

           A distância entre os dois polos se aproxima de um quilômetro, havendo no meio do percurso um gigante banco de areia que muitas vezes impede a navegação linear das lanchas entre as duas localidades. Quando acontece redução da vazão na represa de Xingó, o banco de areia forma uma provisória praia de água doce no meio do rio. Noutras ocasiões o areal emerge quase aderido ao território alagoano ou vice-versa. Na fase de maior vazão, vale a pena passear de barco neste imenso paraíso de água doce. Ali o São Francisco esbanja cordialidade ao receber de braços abertos dois pequenos afluentes: riacho do Ipanema vindo das Alagoas e do lado de Sergipe o afável riacho Capivara. Os opostos, assim como num encontro casual, dão de cara com o padrinho que os absolve com carisma, obrigando-os a compartilhar do oásis portofolhense. Defronte a Ilha do Ouro e anexa ao território alagoano se acha a encantadora ilha dos Prazeres preservando no topo de sua colina uma antiga igreja com a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres. A igreja dos Prazeres, como é popularmente conhecida, é um ponto turístico bastante requisitado, tanto por quem vem de Sergipe quanto das Alagoas. 

A histórica vazante, percorrida pelo riacho capivara, também contribui para a elegante paisagem ilhadorense, imaginamos a existência de beleza superior outrora, quando o trecho se firmou como eficaz para o cultivo do arroz e fez modificar o nome do povoado, anteriormente chamado Boa Vista.      

              Com sua foz na Ilha do Ouro, o riacho Capivara também funcionou como portal de entrada de embarcação para a sede portofolhense nas ocasiões das grandes cheias do “velho Chico”. Infelizmente hoje é praticamente impossível acontecer tal fenômeno e, por este motivo, a atividade agrária de relevante valia (cultivo do arroz) foi igualmente neutralizada. O homem fez uso de sua teimosia sem medir as consequências, esquecendo-se de que a natureza funciona como um minucioso relógio que obedece um regulamento pouco conhecido por ele. O homem ainda não dispõe de capacitação necessária para entender o real prejuízo causado ao ecossistema com as mudanças efetivadas no rio São Francisco.           

              De encontro ao anseio dos portofolhenses, foi concluída em 2010 a pavimentação da mais antiga estrada do município com a denominação rodovia Josino Ulisses de Melo. Este feito veio prestar grande contribuição para o turismo local. 

por Joaquim Santana Neto