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NESTE PARAÍSO DE EXTREMA GRANDEZA NASCERAM PESSOAS QUE SE DESTACARAM COM SUCESSO EM DIVERSASREPARTIÇÕES PÚBLICAS
E OUTROS SETORES.

ENTRE ELES ESTÃO:


 

Ademário Rodrigues do Nascimento - Tenente Coronel Ademário (1932-1983); militar de comprovado prestígio na corporação; atuou durante quase todo príodo de sua carreira no palácio do governo; em 1982 assumiu o posto de sub-chefe do gabinete militar de Sergipe.


Aelson Resende RochaCORONEL RESENDE; militar de brilhante atuação na PMSE. Exerceu com dignidade e talento o cargo de Comandante Geral da instituição entre 15 de janeiro 2011 a maio/2012.  


André Lucas - Coronel André Lucas; conceituado militar que se destacou na PMSE, vindo a consquistar a posição de Chefe do Estado Maior e subcomandante.


Antônio Alves de Gouveia Lima - Gouveia Lima (1830-1901); jornalista, deputado provincial e presidente da Assembléia Constituinte de 1891, nesse mesmo ano foi vice-governador do Estado. Gouveia Lima também representou Sergipe na Câmara dos Deputados Federais na legislatura de 1894 a 1896. Faleceu na terra natal em junho de 1901.


Antônio Carlos dos Santos - A. C. du Aracaju; cantor e compositor de diversas melodias que abordam Porto da Folha e seus habitantes.


Antônio Carlos Pereira; escritor, sanitarista, pedagogo e pesquisador histórico da cidade natal e região.


Antônio Dantas; advogado, professor e ex-diretor de vários colégios da rede estadual em Sergipe.


Antônio Dantas Tavares - Antônio Tavares (1922-1988); herdeiro e administrador eficaz da várzea de Ilha do Ouro, ocupou o cargo de prefeito de Porto da Folha entre 1958 e 1960.


Antônio Pereira Feitosa - ANTÔNIO DE CAIO (1933-1988); conprovado líder político e prefeito eleito em duas oportunidades na terra natal.


Antônio Pereira de Souza - Antônho Pereira (1920-2000); farmacêutico de brilhante atuação na localidade e municípios.


Antônio Pinto de Rezende - Seu Totô (1912-1997); prefeito que atuou junto ao Gov. Leandro Maciel na edificação do hospital de Porto da Folha e implantação do termo judiciário único na localidade.


Antônio Poderoso; radialista, cantor e compositor de várias melodias que enfocam o passado e o presente de sua terra natal.


Aroaldo Alves de Santana - AROALDO SANTANA; célebre líder político que se destacou como prefeito nas conquistas de grande valia para cidade, deputado estadual entre 1987 e 1991, tabelião e titular do cartório do primeiro ofício de notas de Porto da Folha.


Bonifácio Alves de Souza - Capitão Bonifácio; militar que se destacou como músico na PMSE e alcançou o posto de capitão, posteriormente exerceu a função de delegado em Porto da Folha.

 

Cleone Rodrigues de Souza - Dra. Cleone; competente advogada,  formada pós-graduação em direito previdenciário, habilitada a exercer o cargo de auditora fiscal do INSS.


Djalma Feitosa Franco - Dr. Djalma (1902-1988); talentoso médico portofolhense que atuaou em diversos hospitais da região.


 

Edson Ulisses de Melo; brilhante advogado do Estado de Sergipe, atuou na presidência da OAB-SE em determinado período.


Eliezer Joaquim de Santana - Capitão Eliezer (1915-1983); portofolhense que se destacou na trajetória militar alcançando o posto de tenente coronel, cumpriu também o mandato de 4 anos como prefeito de Poço Redondo, sendo o segundo executivo eleito naquela cidade.


Eufrásio Moreira Feitosa; escritor de brilhante atuação no levantamento da evolução familiar em Porto da Folha.


Fausto Alves Feitosa; Tenente Coronel Fausto (1907-1986); portofolhense que se destacou na PMSE como músico, posteriormente convidado a assumir posição de maestro na Banda do Exército '28BC' mas recusou o convite. Assumiu a delegacia de polícia em algumas cidades importantes de Sergipe antes se tornar Comandante Geral do Corpo de Bombeiros entre 1960 e 1962.


Francisco Xavier de Argolo - Coronel Argolo (1928-2010); conceituado militar, exerceu importantes cargos na PMSE assumindo, inclusive, o comando da instituição em determinado período.


Gervásio de Souza Feitosa - Padre Gervásio (1907-1989); respeitável religioso portofolhense.


Gonçalo de Souza Lima - PADRE LIMA (1900-1980); precioso padre portofolhense. Formou-se em Aracaju e em quatro ocasiões dirigiu a igreja de Porto da Folha; foi vítima de derrame em 1954 quando celebrava missa matinal naquela paróquia. Afetado pela paralisia, afastou-se do posto e passou a residir em Aquidabã, vindo a falecer em Aracaju.


Gonçalo da Silva Dória - Gonçalinho (1895-1956); segundo prefeito eleito na cidade de Porto da Folha, atuou com dedicação e afeto aos conterrâneos mais necessitados.


Hermeto Rodrigues Feitosa - CORONEL HERMETO (1904-1992); combatente na revolução de 1932; ingressou na corporação da PMSE onde veio a alcançar a graduação de coronel e comandante da instituição no decurso de 1946. Na eleição de 1950 foi eleito deputado estadual (1951-1954), chegando a presidir a Assembléia Legislativa de Sergipe em 1953, tendo inclusive assumido o cargo de governador em determinado momento. 


Honório Rito de Leão Brasil - Frei Honório; conceituado seminarista portofolhense.



João Alves da Silva - Tenente Coronel João Bico (1907-1971); Ingressou na PMSE em 1936, passando para a reserva remunerada em 1966 na posição de Tenente Coronel.


João Batista da Silva - João Tistinha; vereador de notável prestígio, recordistas na vereança de sua época.


João José dos Anjos - Coronel João José; militar de comprovado conceito na corporação, um dos responsáveis pela oportunidade que tiveram alguns conterrâneos de seguir a carreira militar a partir de sua ascensão naquele setor. João José assumiu o comando da PMSE em 2 ocasiões: em 1941 e 1958/59; passou seus últimos momentos na cidade de São Cristóvão, vindo a falecer em Aracaju.


 

João José Gonçalves; Tenente Coronel João Gonçalves; na PMSE atuou no cargo de Comandante Geral da instituição entre 1917 e 1919.


João Lima Feitosa - Padre João Lima (1925-1993); pároco de ação notória noutras localidades.


José Pereira Feitosa - FREI ANGELINO; franciscano que conduziu a igreja matriz de Porto da Folha e contribuiu para o desenvolvimento da cidade quando organizou a primeira reunião dos vaqueiros locais proporcionando assim a criação da Festa dos Vaqueiros.


José Joaquim de Santana - Tenente Coronel José Santana (1919-2008); talentoso militar que participou de volante contra o gangaço e exerceu a função de delegado em diversas cidades do Estado de Sergipe.


 

José Miguel Xavier - José Xavier (1930-2009); telegrafista local e prefeito atuante, responsável pela eletrificação no povoado Ilha do Ouro e execução de diversas obras na terra natal.


Luiz Gonzaga da Silva - Coronel Gonzaga; militar de grande prestígio no Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe, vindo, posteriormente, a assumir o cargo de Comandante Geral daquela instituição.


Manoel Alves de Souza - Manoel de Lindolfo; escritor, secretário do departamento de psicologia e sociologia em Sergipe entre 1978 e 1979, coordenador de promoções culturais e recreativas PROEST (1982 a 1989), professor da rede estadual de ensino (1978-1981) e membro efetivo do instituto histórico e geográfico de Sergipe.


Manoel de Souza Lima - MANEZINHO DELEGADO - (1910-2012); político influente, delegado, vereador, vice-prefeito, exator e precursor do ambiente cinematográfico instalado na cidade de Porto da Folha.


Manoel Gomes de Freitas - MANOEL DE ROSINHA; Atual prefeito de Porto da Folha, executor de diversas obras na cidade.


Manoel Rodrigues Feitosa - Coronel Manoel Feitosa; talentoso militar que assumiu a função de delegado em várias cidades do Estado.


Maria Eugênia de Sá - Dindinha Preta; parteira de ação notória que marcou presença nas décadas de 40, 50 e 1960 em Porto da Folha.


Maria São Pedro Campos - Professora São Pedro; instrutora de relevante talento disciplinar em Porto da Folha.


Miguel Silva Santana - Coronel Miguel (1935-1987); advogado e célebre militar que assumiu o cargo de Delegado em algumas das principais cidades de Sergipe, vindo, posteriormente, a assumir o posto de subcomandante da PMSE.


Minelvino de Farias Lima; político influente e conceituado delegado da localidade em que nasceu.


Pedro Alves da Rocha - Pedrinho Maroto (1922-1999); pracinha brasileiro ex-combatente na segunda guerra mundial.


Pedro Xavier de Melo (1909-1978); conceituado chefe político e prefeito atuante, realizador de diversas obras na terra natal.


Petrônio Cardoso - Frei Petrônio; precioso frade portofolhense que atuou em paróquias de outro Estado.


Raquel Rodrigues Bernardino - Professora Raquel (1906-1982); famosa instrutora que lecionou nas décadas de 40, 50 e 1960 conquistando considerada fama na unidade de ensino por ela regida.


Sandoval Luiz de Oliveira - SANDOVAL; conhecido jogador de futebol de nível nacional que atuou no São Paulo FC; Internacional de Porto Alegre; Goiás; Vitória-Ba e outros clubes famosos.

 

 


 


















































SANDOVAL

Sandoval Luiz de Oliveira
nasceu em Porto da Fo
lha aos 19 de outubro de 1969.
Iniciou sua carreira profissional no Sergipe em 1989, conq
uistando o tetracampeonato sergipano até 1993, quando se transferiu para o Rio Branco de Amaricana/ SP, onde se destacou no campeonato paulista naquela ocasião. Em 1994 atuou no Guarany de Campinas/SP; Goiás 1995; São Paulo FC em 1996; Internacional de Porto Alegre 1997; Curitiba 1998; Atlético do Paraná 1999, transferindo-se depois para o Vitória da Bahia.
Atuou ainda no América de Ribeirão Preto/SP; Santo André; Sergipe e Guarani de Porto da Folha, onde pendurou as chuteiras em 2005.
Casado, pai de três filhos, Sandoval mora na cidade natal. Vive dos rendimentos dos bens que adquiriu graças à bola, um deles um terreno onde cria cavalos. “Passo boa parte do meu tempo lá, dando comida e banho aos animais. Mas ainda participo de várias pel
adas”.

Fonte: Site do Mílton Neves e outros..


foto J.Gilton: CT do SPFC

 


 
















FREI ANGELINO CAIO FEITOSA


José Pereira Feitosa é o nome de batismo de Frei Angelino,
nascido em Porto da Folha aos 09 de janeiro de 1925, filho de Manoel Caio Feitosa e Maria Rosa Pereira Feitosa. Praticamente Frei Angelino viveu sua infância na terra natal onde concluiu na Escola da professora Raquel o Curso Primário. Com 13 anos de idade foi aprovado no exame de admissão ao Ginásio na cidade de Propriá, cursando ali a 1ª e 2ª séries.

A família percebendo, desde cedo, sua vocação para o celibato, tratou de conceder as condições necessárias para que ele desenvolvesse esse potencial, enviando-o para o seminário franciscano no Estado da Paraíba em 1940. Em 1945, no Colégio Seráfico de Santo Antônio de Ipuarana, Lagoa Seca/PB, concluiu o curso médio, ingressando neste mesmo ano, em Olinda/PE, na Ordem Franciscana para fazer o noviciado no Convento de São Francisco, foi ali que recebeu o nome de Frei Angelino Caio Feitosa, OFM.

Após concluir o noviciado, Frei Angelino iniciou sua vida franciscana, passando a cursar filosofia no mesmo convento. Posteriormente, em 1949, concretizou no convento de São Francisco em Salvador/BA a Profissão Solene, onde participou do curso de teologia. 

Já sua ordenação sacerdotal “presbiteriana” se deu em 15/08/1953 na cidade de Campos do Jordão/SP devido à necessidade de tratamento de doença pulmonar naquele Estado, por este motivo houve o retardamento de sua ordenação.

No dia 23/08/1953, Frei Angelino celebrou sua primeira missa, cuja solenidade aconteceu em Porto da Folha meio à grande festa promovida pelos familiares. 

Estando em Porto da Folha recém ordenado, recebeu autorização do Provincial para permanecer na terra natal, restabelecendo-se na casa dos pais. Na sua cidade permaneceu por mais de seis meses prestando importante contribuição ao Padre Gonçalo Lima nas atividades paroquiais.

Após a estadia em Porto da Folha, Frei Angelino foi designado Vice-Reitor da Escola Apostólica de Canindé, no sertão do Ceará, onde também foi professor, de 1954 a 1958, preparando os alunos para o Seminário Diocesano e para o Colégio Seráfico de Ipuarana, dos franciscanos.

Na trajetória de educador, Frei Angelino foi transferido para o Seminário de Ipuarana, tendo sido professor de Religião, Português, Grego e Alemão, de 1959 a 1961, além de exercer o cargo de prefeito dos médios (encarregado de acompanhar o dia a dia dos alunos com idades intermediárias entre os mais velhos e os mais novos, em geral os de 3º a 4º anos ginasiais. Devido ao seu zelo na formação dos futuros frades, Frei Angelino foi transferido em 1962 para o Convento de Serinhaém/PE, para ser o Mestre dos Noviços, permanecendo nesta atividade até 1968.

Experiências fora do convento
Estava ocorrendo, na década de 1960, profunda transformação no mundo, inclusive na própria igreja, por conta das inovações introduzidas pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), que proporcionou a abertura e a adaptação da igreja aos tempos atuais; da Teologia da Libertação, adotada por uma ala da igreja da América Latina, que prega a opção preferencial pelos pobres e a sua inserção nesse meio; e no Brasil vigora a ditadura militar, quando surgiam muitos movimentos, também dentro da igreja, contra a tortura, a opressão a falta de liberdade.
Com o idealismo cívico aguçado e movido por sentimento libertário, Frei Angelino, que há alguns anos vinha participando dos encontros pastorais em Recife, promovidos e ministrados por Dom Hélder Câmara (o bispo mais vigiado e odiado pelos órgãos de repressão da ditadura militar), resolve sair do convento para viver a experiência de São Francisco de Assis entre os pobres.

Porto da Folha é o lugar escolhido por ele para implantar esplêndida inovação. Chegando nesta cidade em 1968, ao invés de se hospedar na residência dos pais ou na casa paroquial, preferiu uma humilde casa na Rua Francisco Alves Feitosa Franco (rua da baixinha). Em 1969 chegaram a Porto da Folha mais dois franciscanos, ainda estudantes do curso de Teologia: Frei Roberto Eufrásio de Oliveira e Frei Enoque Salvador de Melo, ambos sintonizados com a nova era política e religiosa. Em 1970, Frei Juvenal Vieira Bonfim, que também tinha sido professor em Ipuarana e, posteriormente, vigário da Paróquia de São Pio X, em Aracaju, vinha sendo observado por agentes do regime militar, optou por uma vida menos oprimida juntando-se a Frei Angelino e demais religiosos que se achavam em Porto da Folha. Ali viveram vida simples entre os pobres e cultivando a terra numa pequena roça da paróquia.
Em Porto da Folha estes frades contribuíram significativamente para o aprimoramento cultural dos jovens da época, inclusive para a implantação do Ginásio local e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, introduzindo a comunidade a uma vivência cristã mais consciente. Foi através de Frei Angelino que surgiu a Festa dos Vaqueiros, quando este reuniu os vaqueiros e formou uma diretoria composta de cinco membros.

Outros detalhes da atuação desse núcleo pastoral no resgate da cidadania portofolhense, encabeçado por Frei Angelino, estão no livro PORTO DA FOLHA, fragmentos da história e esboços biográficos (de Manoel Alves de Souza).  

Em 1973, Frei Angelino e Frei Juvenal decidem deixar Porto da Folha, a fim de implantarem esta experiência noutra região pobre. Paranatema/PE foi o local escolhido por estes dois, visto que Frei Roberto e Frei Enoque posteriormente também saíram de Porto da Folha.

Além do que foi aqui descrito, a respeito deste eremita e frade franciscano natural de Porto da Folha, existem algumas publicações de sua autoria, entre elas estão: Estrela Guia; Chão Necessário; Ao encontro de Você; A Graça de Viver; Renasça pela Contemplação e outros artigos publicados no Estado de Pernambuco.

Obs.: Texto baseado nas informaçoes contidas no livro Fragmentos da Historia e Esboços Biográficos de (Manoel Alves de Souza)

 




















            

ANTÔNIO PEREIRA FEITOSA


Antônio  Pereira Feitosa nasceu em Porto da Folha aos 15 de maio de 1933, filho de Manoel Caio Feitosa e Maria Rosa Pereira Feitosa.

Toínho de Caio, nome por que era conhecido na terra natal, em sua adolescência já era notado como portador de caráter exemplar, principalmente por causa da generosidade e afeição direcionada
aos conterrâneos. A popularidade adquirida por Caio Feitosa, principalmente em Porto da Folha, possibilitou aos filhos João Milton,
Frei Angelino e Antônio uma atenção especial dos buraqueiros, pois, além de pertencerem á conceituada família Feitosa, mantiveram durante longo
período o controle do Cartório de Registro Civil local.


Embora anteriormente tenha se dedicado à agropecuaria, a vocação principal de Antônio de Caio não poderia ser outra senão a de um autêntico líder político, tal confirmação se deu quando este se apresentou como candidato a vereador na eleição de 1962 sendo satisfatoriamente eleito. Diante daquela aprovação popular, lhe foi assegurada a condição de futuro líder do contingente de vaqueiros da demarcação portofolhense. Assim, com a chegada do irmão Frei Angelino para dirigir a paróquia de Porto da Folha, houve possibilidade de organizarem a primeira reunião dos vaqueiros do município, formando uma diretoria composta de cinco membros, sendo Antônio Pereira Feitosa o presidente. A partir desta reunião, nasceu a mais famosa festa de Porto da Folha. Deve-se, portanto, a Antônio Pereira, Antônio de Chico, Manoel de tia Chica, Juvêncio e outros honrados cidadãos o triunfo da festa.

O ponderado ambiente lhe foi propício para a formação de uma legião de amigos cada vez mais forte, visto que antes havia contribuído para a vitória de Aroaldo Santana na eleição de 1967 garantindo a si a posição de vice-prefeito na gestão.

Em 15 de novembro de 1970, Antônio Pereira Feitosa concorreu ao cargo majoritário e venceu com larga vantagem o forte oponente José Alves Aragão. Nesta curta gestão, que começa em janeiro de 1971 e finda em janeiro de 1973, tendo como vice-prefeito o Sr. Manoel de Souza Lima, foram concluídas algumas obras importantes em Porto da Folha, entre elas a demolição do antigo mercado da farinha e do antigo mercado da carne, transferindo-os para local mais amplo nas proximidades do extinto curral dos burros.

Na eleição de 1976, Antônio Pereira Feitosa novamente conquista o eleitorado portofolhense, tornando-se prefeito pela segunda vez. Tal acontecimento veio concretizar sua grande popularidade naquele momento, a qual finalmente o colocava na posição de líder absoluto da política portofolhense, pois foi através dele que tivemos a participação de um bravo vaqueiro na administração do município. Digamos que Porto da Folha vivia a era iluminada dos Feitosa, quando surgiu do seio da Lagoa do Rancho outro grande administrador, nada menos que Antônio Loureiro Feitosa, membro da mesma família. 

Morte precoce.
E assim o destino quis, escolheu o dia 24 de maio de 1988 para retirar de nosso convívio esse grande cavalheiro, portador de sensibilidade e talento na arte de lidar com o público. Foi um momento de pesar para os Feitosa e grande parte da população de Porto da Folha, que deixou de contar com a presença e participação efetiva de um dos teus grandes líderes. Faleceu Antônio Pereira Feitosa, deixando três filhas: Quitéria Regina, Rosa Adália e Maria Verônica, enviuvando dona Marlene Monteiro Barbosa Feitosa. 
 
Biografia baseada no testemunho de Joaquim Santana Neto,
texto descrito em 15/01/2013.

            























           
         

PADRE LIMA


Gonçalo de Souza Lima nasceu em Porto da Folha aos 27/07/1900, filho de Pedro de Souza Rito e Josefa Maria dos Prazeres. Eu, Joaquim Santana Neto, como descendente desta família, futuramente descreverei o porquê do nome do Padre Lima e do seu irmão Manoel de Souza Lima não constarem o sobrenome Rito, visto que os demais irmãos mantiveram o sobrenome. 

É sabido que na fase de sua infância, os pais observaram nele certo grau de inteligência a ponto de deixar os irmãos admirados. Nessa época Porto da Folha passava por significativa mudança, havia acabado a escravidão no Brasil, deixando por lá a ferrenha marca do preconceito racial.

Como na família Rito existia descendente de escravo, segundo a compreensão dos pais naquele momento, isso poderia gerar transtorno a qualquer descendente que buscasse uma posição honrosa na sociedade. Talvez por este motivo tenha acontecido a intervenção do Monsenhor Francisco Gonçalves Lima, quando da formalização do processo para a ordenação de Gonçalo de Souza. Digamos que era comum, naquela época, descendente de escravo poder escolher seu próprio nome ou sobrenome ao atingir a maioridade; provavelmente isso tenha ocorrido com Gonçalo de Souza e seu irmão Manoel de Souza, de haverem adotado o sobrenome Lima em respeito e consideração a alguém de sua plena confiança e admiração, no caso o Monsenhor Francisco Gonçalves Lima (amigo e protetor da família Souza e Rito). Dessa ou de outra forma, a chance de prosseguir com os estudos e alcançar o objetivo lhe foi assegurada em Aracaju, cuja ordenação se deu em 17/11/1929 na Matriz do Senhor dos Passos em Maruim - SE, celebração feita por Dom José Thomaz.

A primeira missa celebrada pelo Pe. Lima aconteceu dia 01/12/1929 na terra natal. Logo no ano seguinte ele foi designado a substituir o Padre Artur Passos em Porto da Folha, permanecendo até 1931, quando foi transferido para a paróquia de Pacatuba e lá ficou até 1937, ocasião em que passou a ser o pároco de Aquidabã (1937 a 1948); entretanto, em 1946, embora sendo o pároco oficial de Aquidabã, o Pe. Lima esteve por diversas vezes a celebrar missas, casamentos e batizados na terra natal. Este compromisso praticamente foi espontâneo, sobretudo pelo fato de Porto da Folha haver ficado longo período sem padre.

Após a chacina de Angicos, em 28/07/1938, quando morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, chegou a Porto da Folha um grupo de 17 cangaceiros para se entregar, três deles foram à casa do Pe. Lima a procura dos sacramentos: Criança, Dulce e Balão. João Alves da Silva (o Criança) e Dulce Menezes pediram para se casar e Guilherme Alves dos Santos (o Balão) para ser batizado. O Padre, então vigário de Aquidabã, encontrando-se na terra natal não se opôs ao pedido de Criança. Quanto ao pedido de Balão, disse com seu vozeirão: “Eu não acredito que um homem na sua idade seja pagão!” e o cangaceiro respondeu: “Eu sou. A minha famia é crente. O Capitão só aceitou eu porque prometi que o primeiro pade que eu incrontasse eu ia pedi pra me batizar.” O Padre Lima retrucou: “Lampião já morreu!” Balão justificou:  “Mas eu tô devendo e quero pagar.” O Padre achou bonito o gesto do cabra e lhe disse: “Então vá procurar um padrinho”. Ele foi direto a “seu” Manezinho Delegado e este recusou o convite. O cangaceiro voltou triste e o Padre Lima perguntou: “Já tem padrinho?” Balão: “Eu convidei seu irmão e ele não aceitou”. O Padre mandou chamar o irmão e disse: “aceite, que é para fazer dele um cristão”.  O casamento e o batizado foram realizados perto do meio dia, na presença de muitos curiosos, principalmente crianças, tendo por padrinhos o Sr. Manoel de Souza Lima e Dona Estefânia (D. Ester).

A partir deste e de outros acontecimentos marcantes, o Padre Lima foi se tornando cada vez mais querido no sertão de Sergipe.

Em 1948 o Pe. Lima foi transferido de Aquidabã para a paróquia de Porto da Folha, permanecendo ali até 1954. Com muito amor e carinho o destemido Padre teve que enfrentar a árdua tarefa de pregar a palavra de Deus nas povoações do imenso território portofolhense, locomovendo-se em lombo de animal ou através de embarcação pelo baixo São Francisco. Nesta época, ele já tinha adotado como filha de criação a menina Julieta e mais outra criança de Aquidabã. Além da atividade paroquial, exerceu, com ajuda de familiares, a função de negociante de cereais, vindo por meio deste esforço a adquirir uma pequena propriedade em Aquidabã, onde criou gado de corte, chegando a ser chamado de “Padre fazendeiro” por haver conseguido aumentar seu patrimônio que, após sua morte, ficaria para as filha adotivas. Entre os bens que pertenceram ao Padre Lima existia uma casa e mais uma propriedade em Porto da Folha, sendo que parte deste patrimônio foi proveniente de herança dos pais.

Além de cantar bem, o Pe. Lima era dotado de uma voz potente, de modo que suas pregações se faziam ouvir sem dificuldade até para os que ficavam mais afastados do altar. Os sermões eram feitos do púlpito, instalado na nave central da igreja, mais próximo dos fiéis e num plano mais elevado, afim de que as pregações fossem ouvidas por todos, pois na época não havia ali serviço de som.

O AVC E A PARALISIA

Segundo D. Julieta, isto aconteceu em 15/08/1954 durante a celebração da missa das nove horas da festa de Assunção de Nossa Senhora, em Porto da Folha, e o derrame paralisou o lado direito do Padre Lima, afastando-o definitivamente das atividades paroquiais.

Ao sentir-se mal, suando e agarrando-se ao altar para não cair, o Padre foi socorrido por alguns fiéis e assistido pelo médico alemão Dr. Schineider, funcionário do SESP (hoje Funasa) presente à missa. Levaram-no para casa e o médico, percebendo a pressão arterial muito alta, fez uma sangria num dos braços e a pressão arterial baixou, evitando o enfarto. Posteriormente o Padre Lima esteve em tratamento na cidade de Propriá, mas nada pôde ser feito para evitar a paralisia.

Padre Lima retornou a Porto da Folha, mas ali permaneceu por pouco tempo, indo a seguir para sua fazenda em Aquidabã onde passou vários anos, depois foi para Aracaju, vindo a falecer dia 28/01/1980 em sua residência na Rua Dom Quirino, no bairro Santo Antônio, encerrando assim os 25 anos e meio de recolhimento ao leito.

Mais detalhes sobre a vida deste ilustre portofolhense estão no livro: Porto da Folha, fragmentos da história e esboços biográficos (de Manoel Alves de Souza).

      














           
CORONEL HERMETO


Hermeto Rodrigues Feitosa nasceu em Porto da Folha dia 08/08/1904, filho de Antônio Rodrigues Feitosa e da professora Maria do Céu Feitosa.

Aos 12 anos de idade já era notável sua dedicação ao trabalho, quando desempenhou a função de aprendiz de ofício na exatoria em atividade na Ilha do Ouro, assumindo em seguida a função de caixeiro na fábrica de descaroçamento de algodão instalada na “rua da palha” em Porto da Folha. Posteriormente esteve por certo período a trabalho na cidade de Propriá, depois passou três anos em Riachuelo desempenhando a função de sacristão do Padre João de Souza Marinho. Ao retornar a Porto da Folha atua na sacristia do Padre Antônio de Freitas,  momento que inicia namoro com Eberenice, casando-se com ela em 21/10/1923.
Em 1925, com 21 anos de idade, ingressa na PMSE. Ao passo que desempenhava a função de soldado se dedicava aos estudos, logo é promovido a Cabo e leva alguns irmãos à corporação. Em 1929 é promovido 2º Tenente e retorna a terra natal para exercer o cargo de Delegado, passando a desempenhar esta função no
utros municípios de Sergipe, mas logo retorna à Aracaju e dá continuidade aos estudos no Colégio Tobias Barreto. No ano de 1931, Hermeto foi convocado para atuar no combate ao cangaço. No primeiro semestre de 1932 comandou a volante de Carira e, a seguir, a de Canindé com cerca de 30 homens. Devido aos efeitos da revolução de 1932, o então 2º tenente Hermeto embarca em 20/07/1932, com uma tropa sergipana de 300 homens para combater os revoltosos em Engenheiro Passos – RJ, cabendo a ele o comando da 3ª CompanPor conta de sua heróica atuação no enfrentamento dos revoltosos, o 2º Tenente Hermeto recebe, ainda em terras paulistanas, duas promoções por bravura, a de 1º Tenente e a de Capitão, que foram confirmadas pelo Interventor Maynard Gomes quando do seu retorno a Sergipe.  Assim promovido, o Capitão Hermeto Feitosa é consagrado como herói sergipano da Revolução Paulista de 1932, sendo elogiado pelos jornais da época. hia composta de 45 homens.

Em 1935, na gestão do governador Eronides Ferreira de Carvalho, por decreto, Hermeto Feitosa ganha a promoção de Major e é designado Comandante do Batalhão do Interior do Estado, com sede em Itabaiana. Retorna a Aracaju em fins de 1938, sendo em seguida designado Fiscal Administrativo da Polícia e, posteriormente, assume o Subcomando interino da instituição. 

Em 09/02/1945, por decreto do Interventor Maynard Gomes, Hermeto Feitosa é promovido Tenente Coronel. Em 15/04/1946, o Interventor Antônio de Freitas Brandão o nomeia Comandante Geral da Polícia Militar, cargo que exerceu até 18/11/1946, quando solicita exoneração para se candidatar a Deputado Estadual Constituinte. Neste período cabia aos Estados elaborarem suas constituições a partir da promulgação da Constituição Federal de 1946, em face do retorno do País ao regime democrático.

Em 19/01/1947, momento que também acontecia eleição para prefeito e vereadores em Porto da Folha, Hermeto Feitosa se elege Deputado Estadual com 953 votos, José Rollemberg Leite – Governador; Augusto Maynard Gomes – Senador, e em Porto da Folha a vitória de Totoínho Dória com uma diferença de 13 votos frente ao candidato do PR Manezinho Delegado. A atuação de Hermeto Feitosa neste mandato foi eficaz, portanto.....

Em 03/10/1950, consegue sua reeleição. Em 31/05/1952, o Deputado Hermeto Feitosa é nomeado Secretário da Fazenda, Produção e Obras Públicas, exercendo este cargo até 19/11/1952, quando retorna à sua função parlamentar.
De 01/03/1953 a 01/03/1954, o Deputado Hermeto assume o cargo de Presidente da Assembléia Legislativa sergipana. Num determinado momento da gestão governamental de Arnaldo Garcez, na ausência do governador e do Vice Edézio Vieira, Hermeto Feitosa teve o privilégio de governar Sergipe durante curtíssimo período.


Embora na oposição, em 06/12/1957, o Cel. Hermeto Feitosa é indicado a assumir cargo federal no Instituto de Imigração e Colonização e, em 30/08/1960 é designado Executor do acordo de Caça e Pesca, cargo também federal.
Com a eleição do Deputado Federal João de Seixas Dória ao Governo do Estado, pela coligação PSD/PR, o Coronel Hermeto é designado Presidente do IPES. Sua maior realização neste cargo foi a construção da Cidade dos Funcionários Públicos, no bairro Grageru. Graças a sua dedicação e lealdade, Hermeto se manteve neste cargo durante as gestões dos governadores Celso de Carvalho e Lourival Baptista.


Em 1970, o Coronel Hermeto Rodrigues Feitosa deixa a vida pública e retorna à atividade privada, indo dirigir por dez anos em Propriá, por insistência do amigo, a descaroçadora de algodão do Dr. Jorge Leite, grande industrial de Estância, que o cobre de elogios pela sinceridade e competência carimbada neste setor.

Falecimento, o Coronel Hermeto Feitosa veio a falecer, de morte natural, dia 16/09/1992, aos 88 anos de idade.
Texto baseado nas informações contidas nas páginas 206 até 215 do livro PORTO DA FOLHA – Fragmentos da História e Esboços Biográficos, de (Manoel Alves de Souza).


                   




































                       
                   


CORONEL RESENDE

Aelson Resende Rocha nasceu em Porto da Folha aos 23 de agosto de 1965, filho de Manoel Feitosa Rocha e Darci Resende Rocha.

Aelson Resende viveu parte de sua infância na terra natal, indo posteriormente, com seus pais, residir na capital sergipana, afim de conquistar melhor suporte educacional para os filhos; assim decidiu o Sr. Manoe
l Feitosa.

Com muita dedicação e permanente esforço, Aelson Resende, após ter servido como soldado do exército no 28º BC em Aracaju, encarou o concurso para sargentos na PM/SE sendo satisfatoriamente aprovado e preenchendo todos os requisitos necessários para, de imediato, galgar a posição de sargento daquela corporação; ele tinha apenas 20 anos de idade nesta ocasião.
Daí em diante sua dedicação aos estudos se tornava cada vez maior, a ponto de muitas vezes não lhe sobrar tempo para dormir.

Em decorrência de todo esse esforço e dedicação! Não há o que discutir: Aelson Resende Rocha, se não o maior, é um dos buraqueiros portadores de extenso conhecimento e formação em diversas áreas da segurança pública.
Pode-se dizer que o referido portofolhense se acha plenamente habilitado para assumir a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe ou de outro Estado da Federação.


Posto atual: Coronel QOPM.

Servidor Público Militar de Sergipe desde 12 defevereiro de 1985.

Esposa: Jacqueline Soares da Rocha
Filhos: Caio Rodrigo Resende Rocha e Camille Marcele Resende Rocha
Residente em Aracaju.

II -CARREIRA MILITAR  

* Serviço Militar Soldado 28º BC em Aracaju/SE –1984;

* Aprovado no concurso público para Sargento da Polícia Militar de  Sergipe em 12 de fevereiro de 1985;
* Promovido a 3º Sgt em 08 de dezembro de 1985;

* Aprovado no concurso de Oficiais da Polícia Militar de Sergipe em 1987;

* Promovido a Aspirante Oficial em 08 de dezembro de 1989;
* Promovido a 2º Tenente em 21 de agosto de 1990;
* Promovido a 1º Tenente em 21 de agosto de 1992;
* Promovido a Capitão em 21 de agosto de 1995;
* Promovido a Major em 21 de agosto de 1999;
* Promovido a Tenente-Coronel em 21 de agosto de2002;

* Promovido a Coronel em 21 de abril de 2006


III - CURSOS MILITARES REALIZADOS:

* Curso de Formação de Sargento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças – CFAP/PM-PE – PauD`Alho/PE;  
Cursos de Formação de Oficias, na Academia de Polícia Militar do Guatupê/PMPR - São José dos Pinhais/Paraná, em 1989;
* Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Academia de Polícia Militar- Gen. Edgard Facó/PMCE – Fortaleza/Ceará, em 1998;
* Curso de Especialização em Superior de Polícia “Lato Sensu” - Gestão e Estratégia em Segurança Pública   (Universidade Federal de Sergipe, em 2006);
* Curso de Examinador de Trânsito na PM/SE e DETRAN/SE;
* Curso de Paraquedismo na Polícia Militar do Estado do Paraná;
* Curso de Pilotagem de Moto em Aracaju/SE;
* Curso de Policiamento de Turismo na Polícia Militar do Estado de Sergipe;
* Curso de Direção Defensiva na Polícia Militar do Estado da Bahia;
* Curso de Motomecanização e Escolta Segurança na Polícia Militar do Estado da Bahia;
* Curso de Policiamento Rodoviário na Brigada Militar do Rio Grande do Sul;
* Curso de Policiamento Comunitário na Polícia Militar do Estado de Pernambuco;
* Curso de Multiplicador de Polícia Comunitária na Polícia Militar do Estado do Ceará.

IV - CURSOS CIVIS REALIZADOS:  

* Curso Técnico em Edificações, na Escola Técnica Federal de Sergipe, em 1985;
* Bacharelado em Direito, na Universidade Tiradentes – Aracaju/Sergipe, em 2004.

V - PRINCIPAIS FUNÇÕES MILITARES EXERCIDAS:

*Comandante da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRv);
*Sub-Comandante do 3ºBPM;

* Comandante da Companhia de Radiopatrulhamento (CPRp);

* Comandante da Guarda Municipal de Aracaju (GMA);
* Chefe de Gabinete do Comandante Geral;
* Chefe de Gabinete do Tribunal de Contas do Estado;
* Chefe de Segurança do Tribunal Regional Eleitoral;

* Diretor do Presídio Militar da PMSE;
* Chefe de Segurança da Câmara Municipal de Aracaju;
* Chefe da 5ª Seção doEstado Maior;
* Chefe da 3ª Seção doEstado Maior;
* Comandante do Policiamento Militar da Capital (CPMC);
 

* Comandante do Batalhão de Policiamento de Guardas (BPGd); 

* Secretário Adjunto de Segurança Pública de Sergipe.

VI -CONDECORAÇÕES:

* Medalha de 10 anos de Efetivo Serviço da Polícia Militar do Estado de Sergipe; 
* Medalha de 20 anos de Efetivo Serviço da Polícia Militar do Estado de Sergipe;
* Medalha do Mérito Policial Militar da Polícia Militar do Estado de Sergipe;
* Medalha do Mérito Policial Militar da Polícia Militar do Estado do Piauí;

* Medalha do Mérito Bombeiro Militar do Estado de Sergipe;

* Medalha Gran Mérito Serigy da Prefeitura Municipal de Aracaju; 
* Homenagem ao FILHO ILUSTRE de Porto da Folha/Sergipe; 
* Menção Honrosa ao Mérito da Câmara Municipal de Porto da   Folha/Sergipe.

* Medalha Alferes Tiradentes.

* Medalha do Mérito Policial Militar da Polícia Militar do Estado de Pernambuco.
* Medalha da Ordem Sergipana do Mérito Trabalhista (Grau Grande Oficial).

 















































MANOEL GOMES DE FRE
ITAS


     Manoel Gomes de Freitas, popularmente conhecido por Manoel de Rosinha, nasceu em Porto da Folha aos 21 de julho de 1961, filho de Cícero Gomes de Freitas e dona Antônia Rosa de Freitas.
     Pode-se dizer que este é um dos autênticos e fiéis buraqueiros, pois viveu sua infância, adolescência e maturidade nesta terra, concluindo no Grupo Escolar Cel. Maynard Gomes o curso primário e algumas séries no Ginásio Governador Lourival Baptista.
     Posteriormente teve que se ausentar da terra natal para a conclusão do ensino médio na Escola Agrotécnica Federal de Sergipe e Colégio Costa e Silva na capital sergipana, alcançando assim este objetivo.       
Apesar de não haver cursado ensino superior, Manoel jamais deixou de ser um cidadão culto e compreensivo, competente e perseverante naquilo que se propõe realizar. Talvez um dos mais inteligentes filhos desta terra.

Ao retornar à Porto da Folha, década de 80, teve emprego garantido na CODEVAF, posteriormente na EMATER e DEAGRO. Através da função exercida nestas empresas de apoio ao homem do campo, Manoel Gomes de Freitas descobriu que, atuando como político, poderia melhor contribuir para o desenvolvimento de sua região. Até que em 1996 decidiu se candidatar ao cargo de vereador, sendo eleito para a legislatura entre os anos de 1997 a 2000. Deste período em diante, Manoel soube manter seu patamar de político influente, garantindo mais uma vez, com expressiva votação, o cargo de vereador para a gestão seguinte, vindo a assumir a presidência da câmara durante curto período do segundo mandato do prefeito José Júlio Nunes de Santana Gomes (2000/2004); visto que nas eleições de 2002 concorreu ao cargo de Deputado Estadual pelo PT, mas não conseguiu se eleger, então reassumiu sua vaga na câmara municipal de Porto da Folha ao passo que sua popularidade aumentava na região.

    Na eleição de 2004, Manoel Gomes de Freitas comprovou sua
liderança ao disputar o cargo de prefeito e vencer com larga diferença seu oponente Raimundo Rodrigues. Diz-se que quando Manoel de Rosinha assumiu a prefeitura, em janeiro de 2005, ela se achava praticamente falida. Nesta administração, que se alonga de 2004 a 2008, o gestor conseguiu sanear as dívidas, vindo, inclusive, a implantar no município um sistema pouco conhecido até aquele momento: “prioridade ao social independente do protecionismo ou preconceito”, digamos que Manoel de Rosinha duplicou o número de servidores municipal, garantindo com isso o suporte essencial para o desenvolvimento de Porto da Folha, mas elevando significativamente o déficit do município.  

    
O segundo governo de Manoel Gomes de Freitas (2008/2012), reeleito, foi marcado pela conclusão de importantes obras no município, entre elas a pavimentação da mais antiga estrada ligando a cidade ao povoado Ilha do Ouro "obra polêmica que seus opositores, desde o princípio, julgaram extravagante e desnecessária". Entre outras conquistas constam: A reforma e ampliação do hospital local; ampliação do sistema de abastecimento de água no município; construção de praças e escolas nos povoados; pavimentação de diversas ruas da cidade e dos povoados; implantação de postos de saúde em algumas localidades do interior; remodelação do Parque Nilo dos Santos; construção do novo mercado público municipal de Lagoa da Volta; pavimentação da pista entre Vaca Serrada e Niterói; inauguração do ginásio de esportes na Linda França; empenho na implantação da agência do Banco Bradesco, Posto do INSS e várias outras obras não abordadas neste relato.
Apesar de todo esforço e a efetiva participação do governador Marcelo Déda, a última gestão de Manoel Gomes de Freitas não foi acolhida nem reconhecida por parte de alguns membros da sociedade por quem tanto lutou. Consta que o novo gestor, Dr. Albino Tavares (eleito em outubro/2012 com expressiva votação) recebeu a prefeitura com enorme endividamento, fator anteriormente levantado pelo Ministério Público, inclusive a citação de possível irregularidade, mas isto é algo que não existe prova concreta até o momento.e relato.

Contudo, não deixamos de enaltecer o citado gestor por seu relevante interesse e empenho na variedade de privilégios conquistados por Porto da Folha nos últimos anos. Manoel Gomes de Freitas é visto por grande parte da população portofolhense como um dos mais autênticos e futuristas administradores desta terra.

(Texto de Joaquim Santana Neto - 11/06/2013)






















































AROALDO ALVES DE SANTANA

SINÔNIMO DE TRABALHO E DEDICAÇÃO 

        Aroaldo Alves de Santana nasceu em Porto da Folha aos 22 de outubro de 1925, filho de Manoel Jovito de Santana e Isabel Maria de Santana.  

          Ser buraqueiro é gostar da caatinga, da relva, da mulher rendeira e das coisas boas que se relacionam com o nordeste. Ser buraqueiro é compreender o semelhante de forma generosa, é gostar da terra em que nasceu. Ser buraqueiro responsável e competente  é possível, basta refletir a luz que envolve Aroaldo Santana.


Desde a adolescência já era notável sua dedicação para se tornar um homem do povo. Um pouco antes de ingressar na vida pública foi comerciário na terra natal,  posteriormente em Propriá, onde concluiu o Curso Ginasial.
A seguir optou por retornar ao Porto da Folha e ali instalar sua própria loja de confecções denominada Casa Alvorada. Devido ao pouco êxito naquela função, acabou descobrindo que sua vocação principal não se achava neste ramo. Em 1951 casou-se com Maria da Glória Pereira Santana com quem, posteriormente, teve quatro filhos.    Através do Deputado Federal José Onias de Carvalho, conseguiu uma vaga de ajudante no Serviço de Saúde Pública (Sesp) onde aprendeu, inclusive, a aplicar injeções.

A partir desta aproximação com o deputado José Onias, que se refletiu como ponto de partida para sua vocação principal, Aroaldo passou a ser visto como importante partidário político, sobretudo por que atuou como cabo eleitoral na vitória de Antônio Pinto de Rezende (UDN) à prefeitura de Porto da Folha.

Com a criação, em 24/07/1957, da Comarca portofolhense, no governo de Leandro Maciel, Aroaldo Santana foi nomeado Tabelião para o Cartório local e, ao passo que se tornava conhecedor das leis, ali foi gradativamente conquistando a simpatia dos buraqueiros.
Diante da gloriosa fase, Aroaldo testou seu eleitorado e foi bem sucedido quando se candidatou pela segunda vez à chefe do executivo local, vencendo com folga, dia 12/03/1967, o nobre oponente da Arena I (antigo PSD) Antônio Gonçalves Dória 'Totoínho Dória'.

Aroaldo assumiu a prefeitura de Porto da Folha dia 30/03/1967. Para surpresa de muitos, foi nesta gestão que ocorreram fatos importantes de nossa história. Digamos que Porto da Folha finalmente saiu da escuridão e da podridão dos penicos. Certamente os adversários comentaram que foi obra do Governo e que tudo já se achava em andamento, etc, etc....
A verdade é que o nobre governador Lourival Baptista atendeu com satisfação ao clamoroso apelo do baixinho Aroaldo, deixando para trás outras localidades onde as obras já se achavam mais adiantadas, porém seus gestores não haviam apoiado a Arena 2 (antiga UDN) e ficaram na lista de espera. É importante frisar isso, pois naquela época não haveria de ser diferente e Porto da Folha passou à frente com justa razão, teve sua prioridade graças a singeleza de Aroaldo Santana.

Na ocasião da inauguração da luz, em 20 de agosto de 1967, o governador Lourival Baptista esteve presente, acionou uma chave geral e vi, pela primeira vez, a cidade completamente iluminada.... Esta foi uma das grandes emoções da vivência de Joaquim Santana e outros observadores deste fato.

Em 12 de outubro de 1970 ocorreu o complemento necessário para que a cidade pudesse caminhar em direção ao progresso: a inauguração de água encanada proveniente do Rio São Francisco. Neste mesmo ano também ocorreu a inauguração do Ginásio Gr. Lourival Baptista entre outras importantes obras da gestão Aroaldo Santana.

Acabou-se o
sofrimento, regido por fantasia, da turma que transportava uma boa água fria, vinda lá do São Francisco ou mesmo do tanque novo, judiando os animais, porém acudindo ao povo. A era lata de zinco teve, enfim, o seu final na gigantesca gestão do buraqueiro imortal.

(texto de Joaquim Santana Neto)


 

































































Manoel de Souza Lima

Manoel de Souza Lima nasceu aos 18/10/1910 em Porto da Folha, filho de Pedro de Souza Rito e dona  Maria Josefa dos Prazeres.

Manezinho é citado como um dos mais antigos descendentes de família tradicional da povoação do Buraco, precisamente por parte de sua mãe, Maria Josefa, que era bisneta do Cap. Francisco Alves Feitosa (provável membro da quarta geração dos fundadores da povoação). Manoel de Souza Lima, desde sua adolescência foi visto como pessoa de grande caráter, capaz de conquistar, com sua delicadeza, a confiança das pessoas do convívio portofolhense. Não foi por ocaso que Antônio Tavares, jovem de família influente naquela época, o tinha como fiel amigo. A partir dessa amizade, Luiz Loureiro não mediu esforços na questão de enaltecer a delegacia de Porto da Folha, concedendo a Manezinho o título de delegado local. Através de suacargo durante certo período recebeu a alcunha “Manezinho Delegado” que lhe acompanhou até o fim de sua vida, mas na realidade o principal desempenho de Manezinho aconteceu na exatoria local, onde ocupou, inclusive, o cargo de chefe por longo período.   atuação neste
Do matrimônio único, contraído com dona Estefânia Poderoso, não nasceu sequer um só filho, no entanto ele se manteve fiel a esposa até o fim de sua existência. A cegonha jamais visitou o casal Manezinho e Ester, mas ambos tiveram cerca de 200 afilhados no município de Porto da Folha, possivelmente uma compensação divina. 

Manezinho veio comprovar sua postura de brilhante portofolhense no momento que concorreu, pelo PR, ao cargo de prefeito escolhido pelo povo, enfrentando o único oponente Antônio Gonçalves Dória (PSD) na primeira eleição municipal havida em Porto da Folha, perdendo por uma diferença de apenas 13 votos.
Comentam que o eleitorado local jamais acatou a apuração como justa, principalmente por ter sido feita na vizinha cidade de Gararu e haver influência contrária por parte do notável portofolhense Hermeto Feitosa (candidato a Deputado Constituinte naquele pleito).

Mesmo com a surpreendente derrota, Manezinho jamais abandonou a política, tampouco o propósito de continuar servindo a sua comunidade. Com a chegada da luz a motor, inaugurada por Totoínho Dória na fantástica gestão, Manezinho também inaugurou na cidade natal uma sala de eventos denominada "Cine e Teatro Santo Antônio", que passou a exibir bons filmes nos
fins de semana.

Na história política desta terra consta a passagem de Manoel de Souza Lima pela câmara de vereadores em duas ligislaturas. Anos depois, na ascensão de Antônio Pereira Feitosa à prefeitura portofolhense, Manezinho foi eleito, ao lado deste, vice-prefeito. Encerrando após o mandato sua atividade política.
Dentre os filhos adotivos de Manezinho e Estefânia estão Cleonice, Parrudo e Robertinho. 

Manoel de Souza Lima veio a falecer no dia 08/03/2012 com 101 anos de idade, cujo sepultamento aconteceu no dia seguinte pela manhã no cemitério de sua terra natal. Manezinho Delegado, nome por que era conhecido na região, cumpriu com louvor sua missão, deixando-nos eterna saudade e o exemplo de como o cidadão deve se comportar na sociedade.   

(texto de Joaquim Santana Neto, recomposto em 12/06/2013)




 

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